No reverso da cacofonia que roda dentro de mim,
No misto de ternura e conceito que voga num abismo sem fim,
Da minha minha alma estendo uma planície agreste,
Plena de versos inversos à minha condição.
E tento ver sem me ver
Na esperança súbita de saber
Em que movimento me findo.
E vou perguntando
Sôfrego, trôpego e sincero
Se lua alguma te segredou
O pomar que mais desejo.
Que vou errante e paciente
Sentir o amargo pungente
De dar tudo aquilo que sou
Sem Sol que me prometa o beijo.

